Nem sempre pensamos muito na saúde dos nossos ombros, e algumas doenças como a capsulite podem trazer muitos incômodos e complicações

Para quem não conhece, a cápsula articular é uma estrutura do ombro formada por colágeno. Ela é elástica e flexível, e reveste a articulação, ajudando na estabilidade e função do ombro. A capsulite, também conhecida como ombro congelado, é uma inflamação na cápsula, fazendo com que ela fique vermelha e inche, perdendo a sua elasticidade, o que limita os movimentos, e causando dores e incômodo.  

A incidência da capsulite é de 3% a 5%, mas pode chegar até 20% em pacientes com condições metabólicas como a diabetes, e costuma ocorrer com mais frequência no membro não dominante. 

O diagnóstico geralmente é feito através da exclusão de outras doenças. Para isso, é importante conhecer a história do paciente, realizar exames físicos e principalmente exames de imagem como a ressonância magnética.

A capsulite se dá em três fases: aguda ou inflamatória, rigidez ou congelamento e descongelamento. Na primeira fase uma dor difusa vai aparecendo gradualmente, ficando cada vez mais forte e limitante ao longo de até seis meses. Na segunda fase, ocorre a perda de movimento do ombro, com dores menos intensas, e duração de até um ano. Já na terceira fase, sem duração definida, os sintomas começam a aliviar.

Entre três e nove meses após o desenvolvimento dessa doença, começam a ocorrer perdas significativas de movimento do ombro, dores intensas ao exercer esforço com a região e rigidez e dores durante o dia e noite. 

A capsulite adesiva é uma doença autolimitada, o que significa que os sintomas se resolvem entre dois a três anos, mas mesmo assim os efeitos adversos, como limitação de movimento, podem prosseguir. Até por isso, é importante tratar o quanto antes, para evitar maiores prejuízos.

Os tratamentos dependem da fase em que se encontra a doença. Com o controle da dor sendo a prioridade na fase aguda e a recuperação dos movimentos nas fases seguintes. Isso pode se dar por injeções anestésicas, fisioterapia e hidroterapia, com possibilidade de cirurgia artroscópica na região caso o tratamento normal não dê resultados.

Lembrando sempre que tudo isso deve ser feito com o acompanhamento de ortopedistas e fisioterapeutas especializados, já que cada caso possui as suas particularidades. Para isso, conte sempre com a nossa equipe aqui no Instituto Maxvitta e, se estiver sentindo os sintomas, entre em contato e agende a sua consulta.